O DXY (também chamado de US Dollar Index, USDX ou simplesmente índice do dólar americano) é um indicador financeiro que mede a força relativa do dólar dos Estados Unidos (USD) em comparação com uma cesta de outras moedas importantes do mundo.Em termos simples:
quando o DXY sobe, o dólar está mais forte (valoriza) frente às moedas da cesta;
quando o DXY cai, o dólar está mais fraco (desvaloriza).História rápida
- Criado em 1973 pelo Federal Reserve (banco central dos EUA), logo após o fim do sistema de Bretton Woods.
- Valor base = 100 (referência de 1973).
- Hoje é mantido e calculado pela ICE (Intercontinental Exchange).
Composição da cesta (pesos aproximados atuais)A cesta é fixa desde os anos 1990 (após a criação do euro) e inclui seis moedas principais:
- Euro (EUR) → 57,6% (o maior peso, por isso o euro influencia muito o DXY)
- Iene japonês (JPY) → 13,6%
- Libra esterlina (GBP) → 11,9%
- Dólar canadense (CAD) → 9,1%
- Coroa sueca (SEK) → 4,2%
- Franco suíço (CHF) → 3,6%
O cálculo é feito por uma média geométrica ponderada das taxas de câmbio (não é uma média aritmética simples).
Por que o DXY é importante?Ele serve como um termômetro global do dólar e influencia praticamente todos os mercados:
- ** Commodities** (petróleo, ouro, soja, minério etc.) → geralmente caem quando DXY sobe (ficam mais caras em outras moedas)
- Bolsas de países emergentes → tendem a sofrer pressão quando dólar fortalece (saída de capital)
- Moedas de emerging markets (real, peso mexicano, rand, etc.) → enfraquecem quando DXY sobe
- Decisões do Fed → juros altos nos EUA costumam fortalecer o dólar → DXY sobe
- Carry trade e fluxo de capital global
Níveis típicos (contexto histórico recente)
- ~70–80 → dólar bem fraco (ex: pós-crise 2008, 2020–2021)
- ~90–100 → zona neutra / normal dos últimos 15–20 anos
- 105–110 → dólar muito forte (vimos em 2022 e momentos de estresse global)
Atualmente (meados de março de 2026), o DXY está oscilando na casa dos 100 pontos, o que indica uma força moderada do dólar em relação à média histórica.